sábado, 31 de julho de 2010

Maldição hereditária




Sempre surgem algum modismo teológico pernicioso, antibiblíco e inconseqüente e que, por ser diferente e portar rotulagem chamativa encanta, e em pouco tempo faz muitos adeptos.
Sempre encontramos dentro da família evangélica pessoas frustradas, traumatizadas, e outras em tratamento psiquiátrico, sem respostas para as crises da alma e tampouco resultado dos males que os afligem.

I – A partir de Êxodo 20:5 onde o Senhor disse: ‘’Não te prostrarás diante deles nem lhes prestarás culto, porque eu, o Senhor, o teu Deus, sou Deus zeloso, que castigo os filhos pelos pecados de seus pais até a terceira e quarta geração daqueles que me desprezam.’’, os expoentes da maldição hereditária desenvolvem uma interpretação (hermenêutica) em que julgam explicar a causa de orações não respondidas, bem como de acontecimentos fatídicos em sucessão como alcoolismo, prostituição ou enfermidades congênitas, asseverando tratar se de maldições herdadas que precisam ser interrompidas pelo ritual de orações especificas de quebra de maldição.
Para dar corpo a essa teologia, muitos recorrem a vários textos do Antigo Testamento, ignorando duas coisas fundamentais:

Primeira que o Antigo testamento trata com um povo oriundo de um patriarcado (Abraâmico) formando uma só família.

Segunda que esse povo era regido por uma lei especifica (Mosaica), cujo comprimento resultava em sanções positivas ou negativas (bênçãos ou maldiçoes), enquanto estava debaixo de um plano divino que não poderia ser frustrado.

Textos como Dt11: 26-29; Lv26: 39-42; Ml4: 6 e outros, são usados numa total deslealdade aos princípios hermenêuticos. Não consideram o contexto, o pano de fundo histórico cultural, os propósitos específicos de Deus em cada situação e, acima de tudo, o espaço indevido que esta pretensa teologia quer ocupar no escopo geral da doutrina que rege a fé cristã, dando-nos a certeza de que é presunção.

Vejamos algumas ilustrações para reforçar a pretensiosa teologia; A família de Max Jukes e Jonathas Edwards:

O primeiro, um homem perverso que desenvolveu uma linhagem de filhos, netos e bisnetos dados à bebedeira, a prostituição e ao crime.

O segundo o grande pregador, Jonathas Edwards, cujos descendentes se notabilizam pela fé, intelectualidade e a respeitabilidade ao contar, inclusive, com vice-presidente dos Estados Unidos.

Esse jogo de maldição e libertação desperta os seus membros sobre a cura interior, onde a pessoa tem que libertar através de lembrança e confissão de pecados guardados no inconsciente. Para dar curso ás origens, praticam regressão mental até a idade uterina. Outra prática é a de pronunciar bênçãos, pois creem que há poder mágico nas palavras. Se um pai, descuidado, numa hora de ira, disser ao seu filho que se recusa a fazer os deveres de escolares de casa: ”Você é um preguiçoso, o menino não vai ser nada na vida” o filho terá interrumpido à garantia do seu sucesso, a menos que em tempo esse pai se retrate e faça uma confissão positiva sobre o filho, pois a última declaração cancela a anterior. Se houvesse um poder mágico nas palavras, a língua teria sido consagrada para guerra dos interesses humanos e, a proposta de lúcifer (Gn3: 5) não seria um engodo e o homem seria como Deus. Em suma, seriamos poderosos iguais a Deus.

II – Esse ensino não é legítimo para igreja. Nenhum ensino destinado á vida da igreja deixa de constar no Novo Testamento, Jesus nunca exigiu que qualquer pecador que fosse a ele, renunciasse os pecados de seus ancestrais. O procedimento dos apóstolos foi o mesmo. Jamais tocaram neste assunto. Não é possível que o Espírito Santo tivesse omitido esta instrução. Não teria deixado este assunto no obscurantismo durante vinte e um séculos ou que tivesse revelado somente a alguns iluminados.
Segundo; assemelha-se a doutrina dos espíritas no que tange ao “carma” e a dos mormos que vasculham a história de vida dos antepassados a fim de se redimirem por eles pelo “batismo pelos mortos”.

Terceiro; para ser específico, o texto carro chefe Êxodo 20:5 maldição futura no caso de pecado de idolatria para com os descendentes de Abraão e que tratava de uma correção direta da ação de Deus e não de satanás. A lei visava coibir os crentes contra a possibilidade de se desviarem para outros deuses, mas: Cristo nos redimiu da maldição da Lei quando se tornou maldição em nosso lugar, pois está escrito: "Maldito todo aquele que for pendurado num madeiro" (Gl3: 13).

III – A Maldição no período profético.

Na visão dos profetas a crença na maldição hereditária teria sido desenvolvida como folclore (cultura popular espontânea) e não como revelação.
O profeta Ezequiel proíbe o povo de repetir o que ele chama de provérbio ou parábola: "O que vocês querem dizer quando citam este provérbio sobre Israel: Os pais comem uvas verdes, e os dentes dos filhos se embotam'? Juro pela minha vida, palavra do soberano, o Senhor, que vocês não citarão mais esse provérbio em Israel. Pos todos me pertencem. Tanto o pai como o filho me pertence. Aquele que pecar é que morrerá.” Ez. 18.
O profeta ainda reforça a negação divina dessa doutrina com uma ilustração de uma família de três gerações descombinadas. Um pai bom e cumpridor da lei, um filho mau e infrator da lei. E um neto anverso do pai. “Contudo, vocês perguntaram: porque o filho não partilha a culpa da culpa do seu pai? Uma vez que o neto fez o que é justo e direto e teve o cuidado de obedecer a todos os decretos do Senhor, com certeza ele viverá. Aquele que pecar é que morrerá. O filho (neto) não levará a culpa do pai, nem o pai levará a culpa do filho. A justiça do justo lhe será creditada, e impiedade do ímpio lhe será cobrada” Ez. 18.
O profeta Jeremias faz o mesmo e anuncia um tempo quando a lei da maldição hereditária seria trocada por uma aliança melhor, “naqueles dias não se dirá mais; os pais comeram uvas verdes. Esta é aliança que farei com a comunidade de Israel depois daqueles dias, declara o senhor: Porei a minha lei no intimo deles, e a escreverei nos seus corações”...
Jr. 31: 29 e33a.
Outro Grande exemplo está na história dos reis de Judá e Israel. Encontramos com freqüência sobre o comportamento ético espiritual de cada rei: Fez o que era reto aos olhos do Senhor e isto em simultaneidade nos herdeiros dos respectivos tronos. Nem sempre o filho era igual ao pai.”
Abrão, Isaque e Jacó, embora estivessem em condição privilegiada no plano de Deus, para com a nação especial que deles sairia, mentiram. Não foi com rituais de quebra de maldição que mudou, mas com a integridade moral na vida de José do Egito.

Conclusão:

A crença na maldição hereditária nega a eficácia do Calvário, desconfia dos efeitos do novo nascimento e desenvolve a superstição entre o povo de Deus. Isto reduz sua capacidade de pensar e de entender que as tais maldições relacionam-se a aspectos culturais familiares ou arquétipos genéticos quando se trata de enfermidades congênitas e não as forças ocultas que incidem espiritualmente sobre as descendências até ao instante de suas respectivas quebras.


O Apóstolo Paulo adverte sobre os cuidados de não sermos enganados com outros evangelhos, 2Co11: 3-4, e outras doutrinas, 1Tm 1:3-4. Ele assegura de que as coisas antigas já passaram e que surgiram coisas novas no processo da reconciliação por meio de Cristo, 2Co 5:17.
Aos irmãos convertidos do judaísmo a palavra foi taxativa: “sem fé é impossível agradar a Deus “, He11:4. O poder soberano de Deus é suficiente para libertar instantaneamente o físico e espiritual de qualquer pessoa não considerando pecados de ancestrais e sem precisar regressar aos antepassados.

Jose Martins.

segunda-feira, 21 de junho de 2010

O Profeta Jeremias


EBDPP, elaborado Pr. Martins - Maio de 2010

O Profeta Jeremias

O significado do nome de Jeremias; o Senhor exalta o Senhor faz nascer. Este nome era comum, sete personagens nos tempos bíblicos.

Nascimento de Jeremias.

Nasceu em Anatot um pequeno povoado, a 5 km de Jerusalém, entre 650 e 640 a.C. Era filho do sacerdote Helcias, descendente do sacerdote Eli de Silo 1°Sm1e2. Alem dos fatores geográficos – Anatot pertence à tribo de Benjamim e que a educação de Jeremias tenha incluído os ensinamentos do Profeta Oséias. Jeremias pode ter parentesco com Abiatar, chefe dos levitas em Jerusalém na época do rei Davi 2°Re 2:22-27. O estado civil.

O Senhor proibiu o matrimonio devido às urgências daquele tempo e das tormentas do povo Jr. 16:2-3.

Inicio do ministério profético

Começou a profetizar a condicional idade (18:1-11) de bênçãos e de juízos em Anatot sem preocupação de agradar o povo e sim a Deus que lhe vocacionou e chamou para sua obra. A mensagem proposta ao povo era “todos os homens são culpados e responsáveis diante de Deus Jr1: 5 e v10 o juízo divino seria inevitável”diante da adoração a Rainha dos Céus Jr.7:18 e principalmente os deuses que garantiam a fertilidade da natureza, os chamados baalim.

No capitulo 2:1-4 Jeremias responsabiliza quatro tipos de autoridades a infidelidade ao javismo o culto a Jeová, idolatria e a maldição prevista: Os reis, os príncipes, os sacerdotes e os profetas.

Duração do ministério profético.

Jeremias atuou em quatro períodos, sob o reinado de Josias 20anos, sob reinado de Joaquim 11 anos, sobre o reinado de Sedecias 11anos e sob o governo de Godolias no exílio 6anos.

Segundo a história o profeta Jeremias deu apoio ao rei Josias (640-609 a.C.) destruindo os santuários regionais e centralizou as atividades culturais em Jerusalém 2°Rs 23:8-9, com isso ele prejudicou os interesses de sua própria família de sacerdotes e que motivou um complô Jr.12:6.

Durante os dias de Josias capitulo 2 e 3 de Jeremias nos da a compreensão de 2°Cr34:1-7 de seus primeiros cinco anos de seu ministério quando Josias começou a consertar e limpar o templo, quando uma cópia da lei foi achada, cuja leitura muito preocupou o bom rei 2°Cr34:18-32 e Jr.7 a 9 cobre esse período. Josias comemora a grande páscoa 2°Cr35: 1-19.

Período do Rei Joaquim

Quando o filho de Josias o Jovem Joaquim completou 25 anos de idade o faraó do Egito em 609 a.C. deu ordem para Joaquim assumir o governo de Judá e Jeremias não aceitou a administração do novo rei tornado um inimigo do governo devido o desmando da administração de Josias e a teologia do templo.

Com a morte de Josias em combate contra o faraó, o curto governo de seu filho Joacaz três meses, seu exilo, a dependência do Egito sob Joaquim, criara um clima de incerteza e insegurança geral.

Teologia do templo.

O povo refugia-se na crença de que a presença de YHWH no templo garante a cidadania e a sua liberdade, acreditavam que Deus jamais permitiria que Judá fosse destruída, pois em Judá encontrava-se a Cidade Santa.

Jeremias denuncia esta crença porque, segundo ele, a aliança YHWH-Israel poderia garantir a vitória. Mas esta não funcionava, pois nos tribunais não se praticava o direito, oprimiam-se o estrangeiro residente, o órfão e a viúva, condenava-se o inocente e, além disso, seguiam-se deuses estrangeiros. Jeremias quase morre por fazer tal denuncia. Os sacerdotes e profetas disseram que ele tinha cometido duas blasfêmias: falar em nome de YHWH e falara contra o templo de YHWH. Perante o tribunal, ele confirma a denuncia e quase o mataram. Um membro da corte se lembrou do profeta Miquéias, que, um século antes, pregara a mesma mensagem contra o templo e para a cidade e nada sofrera.

A mensagem de restauração; “melhorai os vossos caminhos e as vossas obras, e vos farei habitar neste lugar Jr.7:3”.

O discurso contra o templo.

Em uma festa entre setembro de 609 e abril de 608 a.C. Jeremias se posiciona contra a população judaica em relação à auto confiança de refugio no templo e promete que o santuário seria destruído semelhante à tenda de Silo, onde o nome do Senhor fora celebrado por longo tempo Jr.7:14-15. Assim como aquele tabernáculo construído no deserto e que tomou forma em Silo e que fora substituído por Deus na construção do templo. Jesus pronuncia outra destruição do templo Mt24: 1-2.

Joaquim no começo de seu governo construiu um novo palácio no momento em que a crise econômica se agravava. Dependente do Egito, a quem pagava tributo, colocou a população para trabalhar de graça na construção. Jeremias compara com o seu Pai e lhe chama de antijavista e que ele não merece um sepultamento, mas como um jumento deveria ser jogado para fora das muralhas de Jerusalém por não conhecer o Senhor Deus.

Conta-nos Jr.26:1-24 que Jeremias quase morre por fazer tal denuncia e quando Nabucodonosor venceu o faraó Necao II a ameaçou Judá, o profeta foi ao pátio do templo e anunciou a destruição de Jerusalém, Fassur, o chefe da guarda do templo mandou surrar e colocar no tronco por uma noite, depois disso, a proibição aos compartimentos do templo Jr36: 5. Sem poder ir até o povo, Jeremias convoca o escriba Baruc e dita lhe os oráculos de julgamento contra a nação capitulo 36, aconteceu no quarto ano do governo de Joaquim, em 605 a.C. No ano seguinte, em dezembro de 604 a.C. Jermias manda Baruc ler o livro (rolo) no templo no mesmo momento Nabucodonosor estava atacando a cidade Filistéia de Ascalon, vizinha de Judá. O inimigo do norte esta a porta, “conversão ou destruição”. O rei Joaquim queimou o rolo e mandou prender Baruc Jr36: 21-26. Após algum tempo, Jeremias, manda Baruc escrever tudo de novo e ainda acrescenta ao livro outras palavras Jr36: 27-32.

As profecias de Jeremias dirigida principalmente a Judá, mas também as nações estrangeiras Jr46 a 51. São nove: Egito, Filístia, Moabe, Amom, Edom, Damasco, Arábia, Elão, Babilônia.

Jeremias previu a chegada de Nabucodonosor, a conquista de Judá, a destruição de Jerusalém e a deportação do povo para Babilônia Jr2.

As referências aos pastores e profetas.

Profeta, segundo a Bíblia, é a pessoa devidamente vocacionado por Deus para falar por ele e em lugar dele os Oráculos (a palavra a Doutrina bíblica)B. O profeta enxerga o pecado o livramento e a salvação.

Uns profetas foram tomados por um espírito de mentira1°Re22: 20-23, espírito de satanás sobre o controle de Deus. Quando o coração do homem fica endurecido assim como o rei Acabe e os falsos profetas a penalidade acontece Rm1: 21-27. Esse mesmo tipo de penalidade ocorrerá nos últimos dias da nossa era quando Deus enviará a operação do erro (Ts2: 11) sobre todos aqueles que rejeitaram o amor de Deus e tiveram prazer na iniquidade. (2°Ts2: 10-12).

O profeta Amós foi vocacionado estando entre os pastores (Am1: 1), infelizmente os sacerdotes e que exerciam o papel de pastores não estavam executando os seus devidos papéis e o povo desviou por falta de conselheiros fiéis a palavra do Senhor.

O profeta era testado (Dt18: 22), recebia a mensagem direto de Deus (Nm12: 6), a comunicação de Deus com o maior profeta do AT. Moisés (Dt34:10-12) para se revelar, o Senhor Deus exigiu um jejum de 40 dias sem comer, sem beber, sem dormir, sem ir ao banheiro Êx24:18, para chegar a estatura de corpo de anjo para ver e ser revelado os Mandamentos e a construção da Arca que representava a morada de Deus. Seus carpinteiros receberam uma unção que Moises falava e eles construíam sem nunca ter visto algo semelhante. Quando terminou a construção da Arca o Senhor Deus retirou A unção sobre eles e não se lembrava como deveriam construir outra igual Ex 31 e 1°Sm3: 19-20.

Hananias Jr28: 11. Quebrar o jugo ou canzis do profeta e do povo é uma expressão de tomar para si com palavras persuasiva, enquanto Jeremias repreendia o povo e apontava para o cativeiro de 70 anos na Babilônia o profeta Hananias profetizava em nome de Deus que em dois anos seria quebrado o jugo de Nabucodonosor. “Paz, Paz!” Quando não há paz, Jr6: 14. A desonra e a morte. Imagine a situação de Jeremias a sua fala era a única entre os profetas, um fato desorientador.

O profeta e o significado das confissões;

Primeira seus familiares e patrícios tentaram lhe mata lo em Anatot, no inicio do seu ministério Jr11: 18 e 12:6.

Segunda confissão, vale apenas ser profeta? Jr15: 10-11 e v15 e v 21.

Terceira confissão, a pressão da realização do cumprimento da profecia que estava demorando acontecer à destruição Jr17: 14-18.

Quarta confissão ame assas de mata lo Jr.18:18-23

Quinta confissão, Deus lhe tinha enganado Jr20: 7-10 v14 v 18. Jeremias amaldiçoa o dia em que nasceu

O profeta Amós foi vocacionado estando entre os pastores (Am1: 1), infelizmente os sacerdotes e que exerciam o papel de pastores não estavam executando os seus devidos papéis e o povo desviou por falta de conselheiros fiéis a palavra do Senhor.

O profeta era testado (Dt18: 22), recebia a mensagem direto de Deus (Nm12: 6), a comunicação de Deus com o maior profeta do AT. Moisés (Dt34:10-12) para se revelar, o Senhor Deus exigiu um jejum de 40 dias sem comer, sem beber, sem dormir, sem ir ao banheiro Êx24:18, para chegar a estatura de corpo de anjo para ver e ser revelado os Mandamentos e a construção da Arca que representava a morada de Deus. Seus carpinteiros receberam uma unção que Moises falava e eles construíam sem nunca ter visto algo semelhante. Quando terminou a construção da Arca o Senhor Deus retirou A unção sobre eles e não se lembrava como deveriam construir outra igual Ex 31 e 1°Sm3: 19-20.

A morte do rei Joaquim em 598 a.C. na luta contra o Nabucodonosor na marcha em direção a tomada de Jerusalém. Seu filho Joaquin, de 18 anos de idade, apenas 3 meses e depois foi enviado para a Babilônia em 16 de março de 597 a.C. Em seu lugar os babilônicos empossou o seu tio, outro filho de Josias, de nome Sedecias com 21 anos de idade para administrar a economia de Judá que estava falido com varias cidades destruídas.

O rei Sedecias é criticado logo nos primeiros dias por Jeremias através da visão dos dois cestos de figos Jr. 24:1-10, para ele os exilados correspondem a figos bons, enquanto o atual governo com figos estragados. A mensagem de Jeremias ao rei; a vitória de Nabucodonosor era inevitável, YHWH entregara a cidade nas mãos do inimigo por que não houve arrependimento Jr. 34:1-7.

Jeremias, preso e jogado na cisterna de captação de água e quase morre. Motivo tentou sair da cidade para ir a Anatot tomar posse de um campo que comprara de um primo. O Egito mandou guardas para ajudar Jerusalém e os soldados babilônicos não aceitaram e Jeremias foi acusado pelos oficiais da comitiva do Egito de estar do lado dos babilônicos.

Segundo Jr. 38:1-13, Jeremias é preso, acusado pelos nobres, ministros do rei Sedecias, porque estaria influenciando (exortando) o povo a rendição aos babilônicos na carta de Jr.29.

A mensagem de esperança.

No governo de Sedecias Jeremias escreveu aos exilados de 597 a.C. Jr. 29:1-23 reafirmando a sua mensagem e que já se tinha passado 50 anos e ainda lhes faltavam 20 anos para o fim do cativeiro.

A principal esperança de uma nova aliança, feita após o êxodo precisava de intermediários, a nova não precisará, pois a lei será colocada no intimo do coração Jr. 31:31-33 é a realização utópica de sua pregação. È o sonho de Jeremias. Alguns fatos comprovam o cumprimento profético de jeremias na vida de Israel; A criação do Estado de Israel, após o termo da segunda guerra mundial, a proclamação de Jerusalém como a capital uma e indivisível de Israel.

O quarto período de Jeremias. Após a queda de Jerusalém em 19/07/586 a.C. Jeremias escolheu ficar com o governador Godolias, neto de Safa, escriba chefe da reforma de Josias no inicio de seu ministério e junto com o povo Jeremias alimenta a esperança de construir e plantar, segundo a unção dado por Deus Jr. 1:10.

A situação em Judá complicou quando um príncipe chamado Ismael, que escapara para Amon, voltou e assassinou Godolias, em outubro de 586 a.C. Segundo Jr 42:1 Os sobrevivente do massacre de Ismael foge para o Egito, temendo uma represália babilônica Jr 43:7. Lá no Egito, em Táfnis, cidade situada ao leste do Rio Nilo, o Profeta com 70 anos aproximado, passa a repreender a idolatria que os que vieram de Judá praticavam Jr 44:1-30.

O fim dos dias do Profeta Jeremias.

Os historiadores dizem que o profeta foi apedrejado e morto por seus próprios patrícios, lá no Egito. Esta lenda está no apócrifo, Vida dos Profetas, um texto escrito por um judeu da Palestina no século I d.C. Os arqueólogos de Jerusalém descobriram um selo pertencente a um ministro do rei Sedecias que data 2.600 anos, durante uma escavação arqueológica na cidade antiga de Jerusalém. Em 1982 um selo de um ministro escrivão, durante o reinado do rei Jeoaquim 608-597 a.C.

O valor da esperança.

Os recabitas eram nômades, mas foram aparentados se com os queneus e com os descendentes de Jetro até se constituir num expressivo clã.

O encontro dos recabitas com Jeremias; Jonadabe, um de seus patriarcas, foi convidado pelo rei Jeú a exterminar os profetas de baal do reino do Norte.

O estilo de vida dos Recabitas; viviam como os primeiros patriarcas hebreus Hb11: 13, não consumiam bebidas alcoólicas, não construíam casas, não trabalhava na lavoura em nada que os fixasse na terra.

Para não se tornar iguais às culturas pagãs, como havia acontecido com os reinos de Israel e Judá os Recabitas não edificavam casas e não plantavam vinhas.

O pai de Jonadabe e fundador da família dos recabitas. Recabe a uma família de queneus que entraram na Palestina com os Israelitas!°Cr 2:25. Recabe em 2°Re10: 15-23 Jr 35:19. Malquias, o filho de recabe reparou a Porta do Monturo de Jerusalém sob governo de Neemias 3:14. Ele pode ter sido líder dos recabitas depois do exílio. Dicionário Bíblico.